Procurar:   
 
 
 
 

 

 
»

Ética, Tecnologia e Auditoria. De mãos dadas? Vítor Caldeira na III Conferência EUROSAI- ASOSAI

 
 

 

 

O Presidente do Tribunal de Contas, Vítor Caldeira, levou à III Conferência EUROSAI- ASOSAI, que decorre em Jerusalém, Israel, a combinação entre as questões da ética, as tecnologias disruptivas, redes sociais e a necessária adaptação dos Tribunais de Contas de todo o mundo.

A questão “How are we dealing with Ethics in the Digital Era?” foi analisada por Vítor Caldeira, nesta iniciativa da EUROSAI (Organização Europeia dos Tribunais de Contas) e ASOSAI (Organização Asiática dos Tribunais de Contas), onde mais de 40 tribunais de contas da Europa e da Ásia debatem o tema mais vasto das “Questões emergentes e situações de emergência”.

A iniciativa decorre ao longo desta semana debatendo e refletindo sobre as situações de emergência, como desastres e catástrofes, a cibersegurança e ataques terroristas, assim como as situações emergentes, relacionadas com as migrações e os refugiados, o envelhecimento populacional, a digitalização, a big data e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Na sua intervenção, Vítor Caldeira colocou o enfoque na necessidade de os Tribunais de Contas “se focarem cada vez mais em alcançar o equilíbrio certo entre as oportunidades da revolução digital e a mitigação dos riscos” e lançou desde logo um repto à ASOSAI e à EUROSAI para o desenvolvimento de iniciativas que preparem e apoiem os Tribunais de Contas neste momento de grande mudança.

O Presidente do Tribunal de Contas de Portugal aprofundou os benefícios e os perigos associados à utilização das redes sociais e das chamadas tecnologias disruptivas, como os algoritmos de ‘machine learning’ e de inteligência artificial, e constatou que as instituições de controlo “estão a lidar com uma faca de dois gumes”.

Isto, acrescentou, porque as novas tecnologias permitem auditorias mais relevantes, a identificação atempada de problemas, o alcance de um maior número de pessoas, a reunião de provas mais relevantes, avaliações de risco mais bem informadas e relatórios mais oportunos.

Mas, por outro lado, existem também perigos sobre os quais as instituições devem estar cientes e que estão associados ao uso intensivo destas tecnologias em auditoria. Entre eles, o risco de divulgação de informações sobre as instituições de controlo ou as entidades auditadas nas redes sociais, a confiança cega em dados não confiáveis, o uso desapropriado dessas tecnologias ou a desatualização das regras de ética a favor de uma maior utilização das novas tecnologias.

“Neste sentido, podemos colocar a questão: Que sentido faz rodar um auditor a cada três ou cinco anos para se evitar o excesso de familiaridade com o auditado se o seu parceiro de auditoria é uma máquina?”, afirmou.

Com esta questão remetemos para a intervenção do Presidente do Tribunal de Contas de Portugal, Vítor Caldeira:

https://youtu.be/H9iLTP1_f24?t=17797



Jerusalém, Israel, 13 de março de 2019


 

 
 
  Contactos      Mapa do sítio      English version